segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Quando me apontaste o dedo na rua

Quando me apontaste o dedo na rua,
Não entendeste que me acertaste.
Não é que a minha vida seja tua,
nem que mereças que seja eu a justificar-te.

Mas quando me apontaste o dedo na rua,
a ferida que ainda sangra, rebentou.
E não fui eu, não foi ela que se descoseu,
foi o teu dedo manhoso que a ficcionou e a rompeu.

Quando me apontaste o dedo na rua,
os meus olhos cobriram-se de lágrimas.
Não por ti (que nem te conheço)
Mas porque no momento, não virei a página
e não impus o lugar que eu mereço.

4 comentários:

Miguel Távora disse...

Lembro-me quando me leste isto a primeira vez :)

António Botelho disse...

Gosto!
Um blog recente que espero que tenha muito sucesso!
Cumprimentos poéticos e continua!
António Botelho

Ana Filipa Flores disse...

Já n me lembrava das tuas poesias pa! Mt bem, continua!!;) E, n, n vou "repetir o que disse", lesses à primeira. (O cúmulo disto é q já repeti este comentário mil vezes!)

Pode repetir o que disse? disse...

Obrigada pelas palavras, sabe bem